• Psicóloga Cecília Weiller

Mães ansiosas: vivendo a maternidade real


O dia das mães está aí e o que mais vemos são frases, muitas vezes publicitárias, que implicam à experiência de ser mãe algo quase sobrenatural. Um amor muito grande e um prazer enorme em vivenciar esse momento, quase como se não houvessem problemas.

Sim, a maternidade, para muitas mulheres, é percebida como uma realização pessoal. Muito se foi pensado e planejado para esse momento. E de fato, há muito amor e muito prazer em maternar. Mas há também muita ansiedade.

E quando ela aparece, como lidar com ela?

A ansiedade pode aparecer muito antes da chegada do bebê. Ao descobrir que está grávida, a mulher está sujeita a um processo ansioso que pode perdurar durante toda a gestação. Os sintomas ansiosos podem aparecer por uma tendência da própria mulher, mas também por um processo social. Há muitas cobranças implícitas na experiência de ser mãe. E o medo de não ser boa o suficiente vem com tudo.

“Será que eu vou ser uma boa mãe? Será que meu filho vai gostar de mim? Será que eu vou conseguir amamentar? E meu trabalho? Meu casamento? Onde fica tudo isso?”

Quanto mais perguntas, mais a ansiedade toma conta da cabecinha das mulheres.

E aí, depois de nove meses, o bebê decidi vir ao mundo. Talvez, o momento mais esperado desde a descoberta da gravidez. Mas e a mãe, como será que ela está? Muito ansiosa!!!

“Será que vai correr tudo bem com o parto? Ele vai nascer saudável?”

Ufa!!

São muitas dúvidas, não é mesmo?

E depois que a criança nasce, a ansiedade pode acompanhar essa mãe por muito tempo. Até porque o cuidado e a ansiedade muitas vezes andam juntos. E muitas mães acabam confundindo os sentimentos. O amor de mãe é imenso, mas ele não deve ser sufocante.

Por isso, mamães e futuras mamães, decidi escrever esse texto para quebrar alguns mitos que muitas vezes estão associados à experiência da maternidade.

E também para tranquilizá-las, pois vocês não estão sozinhas.

Pouco se fala sobre a real experiência materna. Como disse, é muito amor, mas também é muito cansaço, muita dúvida, muito medo e muita entrega!

Claro, de forma nenhuma quero desencorajar vocês de viverem a maternidade. Quero apenas conscientizá-las da realidade, que nem sempre é tão bonita como uma propaganda.

A gestação mexe muito com o corpo da mulher, com seus hormônios. É muita mudança em pouco tempo – sim, nove meses passa voando. E é normal a mulher se sentir esgotada emocionalmente quando o bebê nasce.

Muitas mulheres relatam dificuldade em se relacionar com a criança. Muitas têm medo de dar o primeiro banho, de amamentar. Ou seja, é muita coisa acontecendo no psicológico de uma recém-mãe.

Algumas mulheres acabam desenvolvendo melancolia pós-parto (ou “baby blues”) e também a depressão pós-parto. A primeira é mais branda, dura alguns dias ou semanas e se caracteriza por tristeza, choro e desânimo. De 40 a 60% das mulheres podem ser afetadas por esses sintomas. Normalmente, elem desaparecem espontaneamente após a adaptação à nova situação e ao encaixe nas novas rotinas.

Já a segunda é mais séria e os sintomas se prolongam por mais tempo. Nesse caso, a mulher não consegue realizar tarefas básicas da rotina, tem muitas vezes dificuldade em se vincular emocionalmente com a criança e não consegue se adaptar sozinha à nova realidade, sendo recomendado acompanhamento médico e até mesmo medicamentoso.

Ou seja, ser mãe não é tarefa fácil, e continuar divulgando essa mensagem por aí acaba trazendo ainda mais ansiedade para as mulheres que já viveram ou querem viver a maternidade. Precisamos ser realistas e mais abertos para falarmos sobre esse assunto. Uma mulher consciente das dificuldades, com certeza conseguirá viver a experiência da maternagem com mais prazer e menos culpa.

Por isso, quero desejar um feliz dia das mães para todas vocês! E deixar aqui meu reconhecimento por tudo o que vocês fazem e passam diariamente. O caminho não é fácil, mas com certeza é importante e lindo! E que essa beleza seja cada vez mais natural e, principalmente, real.

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